terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Terra, planeta arma.

No século XIX o processo de expansão imperialista fundamentou-se na “diplomacia do canhão” travestida de “missão civilizadora humanitária” Essa política acabou culminando nas  duas Grandes Gurras Mundiais, e com ousadia, também na Guerra Fria, onde a primeira, com sua essência europeia, teve seus prejuízos concentrados nesse território. A segunda mostra ao mundo uma intimidadora evolução bélica, com o uso da bomba atômica. A Guerra Fria, por sua, vez em uma bipoarização política e ideológica brincou com o equilíbrio internacional. Já no século XXI, ainda sem guerra definida, a multipolarização despertou o interesse das nações ao poderio bélico desmedido para a manutenção de uma soberania que muito se confunde com arrogância, hoje fundamentada na “diplomacia nuclear”. O homem do terceiro milênio, não muito diferente do homem do século XIX, também tenta travestir seus ideais. Quem dirá Mahmound Ahmadimejad, que insiste em afirmar que o enriquecimento de urânio, feito em solo iraniano, é apenas para fins pacíficos. Nessa bilharina da geopolítica mundial a questão nuclear iraniana está numa verdadeira “sinuca de bico”. No entanto este país não está sozinho.
Em 2008 os EUA subestimaram o mandado da ONU e invadiram o Iraque à procura de armas químicas e biológicas, como sempre, iniciou seu ataque aéreo em seguida enviou seus soldados para soprar a poeira do que restou. Sendo também aos Estados Unidos da América o título de maior exportador de armas convencionais. Um dia li em algum lugar que a maior “recompensa” de julgar alguém por uma atitude é a própria “auto-defesa” que se atribui no final deste suposto julgamento. Hillary Clinton, secretária de Estado do EUA, afirmou que a carta do Irã à agência nuclear da ONU está cheia de lacunas, a polêmica envolvendo o Irã é estimulada justamente pelo país da secretária. Só que realmente os Estados Unidos não é a melhor nação para apontar seu dedo sujo e julgar a atitude iraniana, os fatos citados no início desse parágrafo provam que ele não é nenhum cordeiro quando o assunto é armamentismo, retomarmos a lembrança de Hiroshima e Nagasaki é suficiente para provar que a arrogância “marca maior” de alguns países, também colocam em risco à segurança internacional e aproximam o mundo de uma verdadeira Guerra Fria.
A atenção dada a política nuclear é necessária, e de forma alguma estaria aqui fazendo apologia a política iraniana, até por que acreditar que todo urânio enriquecido seja “apenas para um ‘pequeno’ reator de pesquisas médicas em Teerã” como afirma Ahmadimejad é muita ingenuidade.  Porém a ênfase dada somente a esta questão acaba acobertando outras Nações, que também fundamentam-se na “diplomacia nuclear”  para manter sua “excelência”. A Rússia, a exemplo, vendeu 100 mísseis antiaérios para Hugo Chavez, presidente da Venzuela, no ano de 2009, e pouco fala-se sobre este assunto o que nos leva a refletir se nesse “jogo de azar” outras nações deveriam ocupar, no mínimo, seis bolas restantes nesse bilhar. Para por em uma sinuca de bico a tentativa de paz armada exercida por diversos países, que tira o sono de todos nós!

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