Recessão, arrocho salarial, extinção dos partidos, linha dura, um golpe dentro do golpe, um falso “milagre”, e de quebra repressão. Narrativa dos 20 obscuros anos da ditadura militar parece estar extintos na memória de muitos brasileiros. Vamos aqui relembrar para não acontecer de novo:
Em 1964, os militares tomaram o poder e implantaram uma ditadura no Brasil. Muitos dos direitos constitucionais foram suspensos e substituídos por uma série de medidas de exceção. Nesse período nosso país assistiu, com perplexidade, á supressão das liberdades civis e á repressão indiscriminada dos movimentos sociais organizados á qual não faltaram requintes de crueldade, como tortura assassinatos e perseguições.
Protestos contra esse absurdo ficou por conta dos líderes estudantis, acalorados saiam as ruas em manifestações com sede de democracia, suportaram as torturas e as maledicências, juntos, lutavam, resistiram! Nacionalismo ou não a eles deve-se a conquista das diretas.
Com o fim da ditadura a posterior conquista obtida pelo movimento foi o direito do voto aos 16 anos com a constituição de 1988; Com tamanha participação, a juventude parecia nortear a história. Entretanto há aqui um paradoxo juvenil. O número de eleitores entre 16 e 17 anos tem diminuído de 3,6 milhões passamos para 2,9 milhões, uma redução de 19% .. Isso nos leva a refletir: O jovem perdeu o interesse pela política?
Maior que o tiro dado com o golpe de 64, a democracia torta ainda resiste ao golpe que hoje é dado com a apatia juvenil, que pouco se importa com a luta que passara nossos anteriores para nos dar o exercício de direito democrático. Para a vereadora Soninha ( PT-SP ) “ A TV exibe o quebra-pau no plenário e meia dúzia de depoimentos no corredor do Congresso. Já é penoso, ainda por cima, o recorte que fazem na mídia é insuportável. Política pode ser interessante”.Politicagem. Para Soninha a corrupção é o maior fator de descrédito com a política. A corrupção não deve gerar descrédito nos eleitores, ainda que ela infelizmente aconteça o voto consciente é a melhor forma de evitá-la.
Tendo em vista esse estado latente, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas ( UBES ) lançou em 2008 a campanha “se liga 16: por um país com a cara da juventude ”, que da título a esse post. No intuito de incentivar os jovens a dirigirem-se as urnas e exercer sua cidadania. Por quê? Para lembrar; para não acontecer de novo e para decidir com ética aquilo que é melhor. Então: Se liga 16! E aos 18, não vale justificar!
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