terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tropa de Elite não é ficção!



    Poucas semanas depois da estréia do filme Tropa de Elite 2,a a violência urbana decide sair
das telas do cinema e reestreiar no complexo de favelas do morro do alemão na cidade do
Rio de Janeiro,  esse conhecido personagem passou de coadjuvante para autor uno dos acontecimentos que marcaram a última semana do mês de novembro, os cidadãos cariocas, sem prévia contratação, também tornam-se protagonistas de cenas terríveis tanto quanto as produzidas por efeitos especiais. 



                                    Discussão entre moradores e polícias revela o clima tenso no complexo


                                                          Moradora proteje-se durante a invasão no morro.


                                                        Inocente, morador ergue as mãos para definir-se como cidadão.

 
    Com um roteiro semelhante o de uma guerra civil, na capital carioca, segundo dados do IBGE o índice de mortes violentas chega a 68% entre homens com idade entre 15 e 43 anos. No entanto, qualuqer outra metrópole poderia mostrar suas feridas abertas e suas estatísticas cruéis, denuncias de uma realidade grotesca: A guerra entre irmãos.

    Além da bala que vem do morro temos aquela que sai do “asfalto”, prova que a violência
não esta apenas relacionada com pobreza. Sendo esta uma relação até mesmo preconceituosa. A criminalidade também parte da classe média. No ano de 2008 81% dos
presos entre 18 e 24 anos no Rio de Janeiro eram filhos ainda sustentados pelos pais, pertencentes a classe média.
    A enorme euforia da população com o filme Tropa de Elite 2 reflete de forma inequívoca a insatisfação com o total estado de impotência do cidadão, que espera a atuação do Estado como assegurador da paz e estabilidade mediante a ação punitiva aqueles que transgridem a lei o verdadeiro Estado Leviatã de Thomas Hobbes.  Na prática o que temos são as ações que apenas podam as folhas da violência, como o BOPE, e o descaso com as políticas preventivas capazes de arrancar as raízes da criminalidade, de forma “realmente” pacífica... e tirar o peso dos cidadãos cariocas de ser um coadjuvante nessa luta intra-específica pela sobrevivência.

PS' Enquanto isso, quem paga este ingresso?

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